para ter mais, basta saber compartilhar

PRINCÍPIOS DA ECONOMIA COLABORATIVA ABREM NOVAS POSSIBILIDADES E OTIMIZAM A OCUPAÇÃO DE MORADIAS URBANAS E DE VERANEIO

Os conceitos da economia colaborativa têm mudado as formas de relacionamento entre as pessoas e a relação delas com os seus bens. Com isso, todo dia surgem novos negócios, ideias e soluções. O compartilhamento de carros, de roupas, de escritórios, de helicópteros, de livros, de músicas e de outros itens já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas pelo mundo afora. “Ter” deixou de ser o objetivo final. O importante é ter acesso a determinado produto/serviço. E, para isso, basta “compartilhar” – não é preciso ser o único detentor da propriedade. Agora essa tendência chega ao setor de habitação. De olho nisso, o empresário Clovis Meloque e o executivo financeiro do mercado imobiliário Fabiano Cordaro decidiram criar um negócio inédito no ramo: “Percebi que muitas pessoas tinham apartamentos em São Paulo para uso eventual, e que esses imóveis ficavam desocupados a maior parte do tempo, gerando alto custo de manutenção. Criamos uma maneira de compra de imóvel para uso do tamanho das necessidades das pessoas”, conta Cordaro. Assim surgiu no final de 2017 a SmartSharing, novo conceito de apartamentos compartilhados em São Paulo. As pessoas não compram uma propriedade, elas assinam um contrato de longo prazo que dá direito ao uso de apartamentos compartilhados em regiões nobres de São Paulo, como Vila Olímpia (com um prédio inteiro nesse esquema já inaugurado), Jardins, Perdizes e Bela Vista.

As unidades desse empreendimento na Vila Olímpia têm de 26 m² a 104 m², e o prédio dispõe ainda de wi-fi nas áreas comuns, espaço para coworking, academia, espaço gourmet coletivo e até carros para compartilhar, na garagem. Outras incorporadoras já se deram conta de que é fundamental incluir em seus lançamentos itens que estejam em sintonia com essa economia colaborativa: de hortas coletivas a lavanderias comunitárias, de paraciclos com bicicletas para compartilhar a serviços de manutenção. Esse é um caminho que, definitivamente, não tem mais volta. O AirBNB, que surgiu com foco em viajantes e turistas, cada vez mais apresenta soluções desburocratizadas para quem busca moradias temporárias – pela lei, os contratos não podem se estender por mais de três meses. Mas ele é também uma excelente opção para proprietários que querem faturar uma grana com seus imóveis. Somente no Carnaval, a plataforma estima que os donos dos imóveis disponibilizados para locação no Brasil embolsaram R$ 92,7 milhões. Nada mal, não é? Na cidade do Rio de Janeiro, o faturamento anual médio de um anfitrião que tem imóvel disponibilizado no AirBNB foi de R$ 8.290. Às vezes a maneira de ter mais é saber compartilhar. Ser o único dono de algo muitas vezes não é o melhor negócio. O desapego é o novo mantra do investidor inteligente. K.M.C.

Font: http://www.29horas.com.br/site/revist

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